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terça-feira, janeiro 25

Assim como um animal em cativeiro

Coloco-me fria e sóbria
Escondo meus sentimentos
Costumo guardá-los onde ninguém possa vê-los
Chamo isso de “defesa”

Há muito tempo que guardei meu coração também
Não demonstrando fraqueza
Ouço tudo com um sorriso amarelo no rosto
Para não desapontá-los. Para não me desapontar

Para minha segurança
Tranquei-me em mim mesma
Como um animal em cativeiro
Que já não pode mais sair, pois é fraco

Por medo tornei-me um monstro
Um monstro que não sente
Um monstro preso
Um monstro sem coração

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