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quarta-feira, março 30

O dia em que eu morri

Certo dia eu estava em casa fazendo nada mais que nada quando o telefone toca.
- Alô! Posso falar com a Alice?
- Quem gostaria?
- Matheus
- Ah, Oi! Sou eu. Pode falar.
- Quer vir aqui em casa hoje?
NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOO
- Ah, não sei. Tenho que ver com minha mãe antes porque ela não gosta que eu saia sozinha.
- Se você quiser eu vou ai te buscar. Comprei uns jogos legais...
NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOO
- Eu ainda acho melhor falar com minha mãe... então, falo com ela e depois te ligo. Ok?
- Certo, até.
Menos de trinta minutos depois alguém me chama no portão.
- Oi Alice. Vamos?
- Vamos
Eu de fato não queria ir, mas ele já tinha perdido tempo e dinheiro vindo até em casa me buscar e não consegui dizer não.
Fomos para a casa dele e eu não tinha intenção nenhuma de ficar muito tempo. Mas houveram algumas coisas que me fizeram permanecer mais do que o necessário naquele lugar.
O primeiro foi que o combinado seria eu ir com minha tia e meu tio pela manhã quando eles fossem para a igreja, mas eu joguei videogame a noite toda e não tinha o mínimo de vontade muito menos de disposição para levantar cedo.
Então o combinado foi alterado. Eu acordava, almoçava (ou tomava café da tarde) e ia para casa de ônibus, da mesma maneira como fui parar lá. Mas um telefonema mudou o curso todo da história.
Meu irmão ligou e disse que ia ao dentista e na volta passaria lá para me pegar entorno das 19 hrs.
Não seria tão ruim passar mais algumas horas na companhia de meu primo. Ele é até que legal e não tem como me matar em algumas horas apenas, pensei. Nunca fui muito boa em suposições.
Quando eram umas 18 horas ele me disse que ia tomar banho para ir a igreja e eu fiquei no térreo jogando Guitar Hero esperando meu irmão.
Mas vejam que ironia!
Enquanto eu tocava The Killers meu primo desceu com uma espingarda e simplesmente disparou contra mim.
É, a parte calma da história acaba aqui.
Ouvi um auto ruído e senti cócegas no meu tórax, naquele ossinho do final do pescoço que tem um formato de V. Coloquei minhas mãos sobre ele que para minha surpresa ao olhá-las estavam completamente ensanguentadas. Depois apenas liguei os pontos. Sangue, barulho, arma, um buraco em mim... é, tomei um tiro! Mas não foi assim que eu reagí. Não dá pra ser uma pessoa calma e sensata quando se leva um tiro no peito.
- Animal! Você atirou em mim! Você me matou! - Berrei com todas as forças que tinha. (O que significa que não foi muito alto.)
- Não! Eu não te matei, a arma estava descarregada... Era só pra te assustar.
- Explica essa merda de buraco em mim então!
Bom então depois que a ficha caiu para ele também foi buscar um algodão e mandou eu ficar pressionando sobre a ferida. Minha aparência estava melhor que a dele. Ele estava pasmo, e aparentemente muito preocupado. Infelizmente para mim, ele não estava preocupado comigo, estava preocupado com quantos meses ficaria sem pc por matar sua prima.
Ele funciona devagar. Foi preciso berrar umas trezentas vezes pra ele perceber que a situação requeria ajuda. Me trouxe um copo de água com açúcar e me levou até a casa do meu outro tio que morava logo ao lado.
Chegando lá, algumas perguntas foram feitas antes que ele me levasse ao hospital. Ao perguntar para meu primo como aconteceu ele teve a seguinte resposta: Eu estava tentando matar um pombo e a bala bateu na parede e ricocheteou nela.
Depois no carro a caminho do hospital, expliquei ao meu tio a verdadeira história. Não por querer ferrar com ele, mas poderia me prejudicar.
Quando estávamos saindo meu irmão chegou pronto para me levar para casa. Ele foi ao hospital conosco.
Essa história toda me rendeu sete dias internada e a incapacidade de fazer exercícios físicos devido a uma artéria que saiu fragilizada.
Ainda não sei se tenho sequelas permanentes, mas estou bem, como se nada tivesse ocorrido.
Meu primo ainda me chama pra ir à casa dele, mas não se surpreende quando digo que minha mãe não deixa. Meu pai decidiu não ferrar com ele porque ele é da família e isso acabaria ferrando mais pessoas do que somente ele. Como meu primo mais velho, dono da arma e o pai deles.
Todos os médicos disseram que eu nasci de novo simplismente por ter saído viva dessa, pois onde a bala pegou poderia ter pego muitas partes prejudiciais, como o esôfago e outras partes que não sei ao certo.
Não culpo meu primo e não tenho raiva ou mágoa dele. Acredito que tenha sido sem querer, afinal, ele não é dos mais espertos, mas não vou negar que passei algumas noites planejando como feri-lo gravemente. Planos nunca postos em obra. A não ser pela bola de boliche que acidentalmente fiz que caísse no pé dele. Só doeu, nada de sangue, nada de hospital, mas foi o suficiente pra eu poder dormir tranquila.
Nos falamos normalmente até saímos juntos algumas vezes quando tem mais gente envolvida e eu volto direto para casa, mas os pais dele se sentem incrivelmente sem jeito ao meu lado. Coisa que eu já tentei contornar, sendo engraçada e repetindo várias vezes que acreditava que foi apenas um acidente.
Vivo muito bem e fiz um check-up esses dias. Não saiu o resultado ainda, mas sei que está tudo certo.

sábado, março 19

No dia em que eu saí de casa... ♪

        Quando tinha 4 anos de idade minha mãe brigou comigo, pois não tinha arrumado a cama. Naquele dia, na escola, eu falei com meu namoradinho que iria fugir de casa ao meio dia no domingo e que era pra ele me encontrar no mercado (veja o que as novelas fazem com as crianças retardadas). Acontece que eu não sabia ver as horas ainda, então logo que eu acordei arrumei minha mochila (que em tamanho se comparava com um ovo de páscoa) coloquei meu cobertor, meus brinquedos favoritos e um pacote de salgadinho lula crek. Logo depois do almoço saí de casa e fui para o mercado esperar meu amor. Sentei na calçada com meu bichinho virtual e apenas esperei. Comi meu salgadinho logo que sentei, era meu preferido e eu não resisti. Esperei, mas ele não apareceu. Na minha cabeça pareciam que horas já tinham se passado, mas fiquei fora menos de 20 min. Quando deu fome voltei pra casa. Minha mãe nem deu conta do meu sumiço e tudo permaneceu como era. No dia seguinte na escola, tive uma séria conversa com meu ex que afirmou com toda certeza ter estado na frente do mercado ao meio dia com sua mãe. Hoje sei que o erro foi meu, pois aqui em casa o almoço sai quase 15hrs no domingo.

Um pouco sobre Alice Oliveira (Quem? o.O)

Físico:
Altura :1.60
Peso: nédasuaconta u.Ú (zueira, eu nem sei direito, mas deve ser uns 52,53 por aê '-')
Características: Narigão, pézão, cabelo curto e verde e por ai vai...
Mas sinceramente, não me preocupo com minha aparência... eu tenho o dom de ver por trás da aparência das pessoas e isso não me importa nem um pouquinho (uma das coisas em mim que mais gosto é isso)

Personalidade:
Bem, eu sou completamente desorganizada, relaxada, preguiçosa, irritante e chata, embora muitos digam que sou engraçada, não me acho engraçada. Acho simplesmente q sou irônica e besta ao mesmo tempo (ou paiaça, se preferirem assim '-'). Eu realmente me importo menos que nada com o que pensam sobre mim. Não sei demonstrar sentimentos - o que muitos taxam como "ser fria". Sou muito tímida ao extremo - o que faz muitos pensarem que sou metida --'. Eu me sinto forever alone, mas isso não me incomoda... eu até que gosto :P. Por trás do meu jeitinho bob esponja de ser tem uma pessoa séria, inteligente e reservada (tão reservada que ninguém conhece). Eu sou meio bizarra as vezes. Eu arroto alto mesmo e não tô nem aí. (mas só em casa hihi)

O que gosto de fazer:
Andar por ai, sem rumo
Ouvir meus rockzin
Comer coisas pingando óleo
Dormir
Imaginar o futuro e lembrar o passado
Desenhar (dizem que eu sei desenhar, mas não é bem assim :P)
Escrever (só funciona quando to inspirada)

O que não gosto de fazer:
Ir à escola
Tomar banho
Lavar louça e fazer qualquer outro tipo de serviço doméstico
Discutir com pessoas teimosas
Acordar cedo
E outras coisas que não me lembro no momento

Curiosidades:
Eu sou a coisa mais estranha do mundo, são muitas curiosidades totalmente desinteressantes que prefiro guardar para mim

Observações:
Não leve muito em consideração tudo que está escrito acima. Esse é o modo como eu me vejo, mas talvez as pessoas me vejam de outra maneira. Talvez eu seja realmente diferente do modo como me vejo. Nem eu me entendo, então não perca seu tempo tentando me entender, pois estou começando a acreditar que isso é impossível.
Não, eu não uso dorgas.

Mudanças

Bom, eu usava esse blog pra postar minhas criações artísticas quando me vinha a inspiração divina, mas há muito tempo que não me vem então vou usá-lo para escrever da minha vida chata e sem graça que ninguém quer saber
Acho que ninguém lê isso aqui, mas isso não me importa...
Eu mudei a aparência do blog. Tirei o ar de "sério e chato" que costumava usar nele para algo mais descontraido, mas manti o preto e branco (não gosto muito de cores u.u)

Quando minha inspiração voltar eu posto coisas mais interessantes aqui, maaas, por enquanto, fiquem (fiquem? ngm lê isso aqui não! Iludida aiai') com minha baboseira diária (:

sábado, março 5

Para Amanda Sousa (ou simplesmente, minha irmã)

A vida nos dá pessoas e nos toma também,
Como se fosse um joguinho em que o objetivo é nos forçar a passar por situações estremas para ver o quanto somos fortes.
A vida me deu uma amizade tão irreal, tão bonita e satisfatória que por segundos eu pensei que solidão não existia.
Não é necessário ter vários amigos para se sentir bem
Basta ter um amigo que preste atenção em você e que te faça feliz
Brigas são comuns em qualquer tipo de relação
O que não é pra qualquer um é brigar rindo!
Passar um dia na casa de um amigo é comum
O que não é comum é chamar os pais dos amigos de pai e mãe.
Ter amigos é comum,
Mas a vida me deu uma irmã
Que como continuação do jogo, logo me tomou
Solidão existe sim
Dependência existe também
Quantas vezes as palavras eu te amo foram ditas e eu ainda não acho suficiente
Como queria estar com ela para protegê-la e secar suas lágrimas
Para fazê-la sorrir
Às vezes fico pensando se pelo menos algum dos nossos planos para o futuro serão realizados
Eu vejo o tempo passar e como as coisas mudam e imagino se nossa amizade um dia voltará a ser a mesma
Ou se chegou a mudar
Pode parecer um sentimento bobo, mas sinto a necessidade de demonstrar

"Amiga eu nunca vou desistir de vc
e pela sua vida eu vou interceder
mesmo que eu esteja longe
meu amor vai te encontrar
pq vc
é impossível de esquecer ..."
 

Eu te amo e não me canso de dizer isso