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sábado, setembro 15

Alone? Forever?


Não sei porquê, mas eu sempre tive dificuldade de socialização.

Talvez seja minha timidez, ou minha falta de autoestima. Às vezes acho que é de minha natureza manter-me calada durante uma conversa, mesmo com infinitos argumentos pairando sobre minha mente, mas isso é errado. Não errado, porém inconveniente.

Todos nós quando nascemos recebemos uma missão e uma sub-missão.
A missão é o objetivo (não me diga) e a sub-missão é passar por cima das barreiras que te impedem de cumprir a missão.

A missão da fulaninha é ter um marido legal, uma família nos conformes e uma casinha bacana, mas ela é gordinha e pensa “Qual cara em sã consciência casaria com uma pessoa como eu?” e toma como sub-missão emagrecer, ou aceitar a si como é e perceber que é tão capaz de encontrar alguém quanto uma pessoa magra.

Eu não sei qual é minha missão. Por enquanto, acredito que seja realização profissional, mas tomei como sub-missão derrotar este meu déficit social.

Tenho tido progressos, que, embora pequenos, me fazem orgulhosa de mim mesma, mas ainda noto uma defasagem entre mim e outras pessoas. A maioria das pessoas que eu conheço, não vêm problema nenhum em conversar com algum desconhecido, mas para mim é mais difícil que montar um avestruz calçado com salto alto.

Eu montaria um avestruz, por que não? São aves adoráveis, mas humanos, ugh, eles me assustam. E eu não sei porque. Não, eu não acho que vão me tratar mal. Não, eu não acho que vão me ignorar. Não, eu não sei o que me impede, mas toda vez que eu tento, não consigo e quando consigo, soo terrivelmente patética.

Eu gostaria tanto de ter fôlego de tagarelar por horas, de fazer amigos onde quer que eu fosse, de ser convincente com meus argumentos. Sonhos, só sonhos.<drama> Às vezes penso que jamais vou mudar, que morrerei sozinha sem ter quem chore em minha lápide.</drama> Outras vezes penso que isso é vantajoso - assim tenho mais tempo para cuidar de meus assuntos.

A verdade é que essa é A sub-missão. E claro que Deus tinha de me fazer assim. Pessoas como eu não podem ter a língua solta. Isto pode ocasionar pequenas discussões, conspirações e, quem sabe, guerras mundiais.

Chinelos, Cabelos, Caju e Celular.


O que essas quatro palavras têm em comum?
Os Chutes Comuns Certamente Concordariam Com o C do Começo das palavras, mas esse não é o assunto do qual vou tratar.
Vou separar cada item em um tópico porque eu pago de escritora de enciclopédia, mas nem sei escrever direito.

Chinelos.
Bom, eu adoro chinelo, se pudesse andaria só de chinelos. Casamento de chinelo, igreja de chinelo, escola de chinelo, chá de bebê de chinelo, enterro de chinelo, entrevista de emprego de chinelo, receber o óscar de chinelo, bater o recorde mundial de usar chinelo de chinelo. Tudo de chinelo.
Mas por que você não usa chinelo sempre, então?
Porque a sociedade julga mal as pessoas que usam chinelo sempre.

Cabelos.
Não entendo pessoas que são fissuradas em ficar arrumando o cabelo toda hora. Escova, chapinha […] Que mais que elas fazem? Não importa, é estupidez de qualquer jeito. Eu pinto o cabelo, pintei várias vezes. E por que eu pintei? Por que eu queria ser “autêntica”.
"Ninguém vai ter o cabelo azul", eu pensei, "serei única", pensei. É, a babaca dos babacas. Mas por que fazer algo para as outras pessoas? Convenhamos, ter os cabelos lindos é trabalhoso e nós fazemos isso para parecer legal, bonito, pra pessoas que mal conhecemos.
Ora, ninguém dá credibilidade para pessoas com cabelos emaranhados. Quem namora com aquela garota que nunca penteia o cabelo? Ninguém, ela esta solteira escrevendo para o blog.
Mas essa não sou eu, eu penteio os cabelos, só que, fuu, cansa isso.
E por que você penteia então?
Porque a sociedade julga mal as pessoas que não cuidam dos cabelos.

Celular.
Eu amo muito muito muito meu celular. Ele é um velhinho que eu ganhei do meu irmão por estar muito surrado e que está comigo há quase dois anos. O touch screen não pega mais e o teclado ou não escreve ou repete as letras, a entrada de fone vira-e-mexe não reconhece o fone, ou fica de mau contato, o bluetooth só recebe, a câmera não filma e ele não reproduz nenhum tipo de vídeo, mas é meu e eu gosto assim. Sabe, ele cheira a Alice. Ele É Alice. Tem que ter todo um jeitinho que só eu conheço pra conseguir mexer e entender ele. Nunca nenhum celular demonstrará tanto minha personalidade quanto ele demonstra e, eu estou pensando seriamente em trocá-lo. Sei lá, me sinto desprezada às vezes quando as pessoas vão fuçar no meu celular e ele não atende aos comandos delas e elas jogam ele de canto e correm para os braços do playboyzinho portando um iPhone.
Mas se você gosta tanto do seu celular, por que vai trocá-lo?
(Tirando que às vezes nem eu mesma consigo lidar com ele e acabo querendo jogá-lo na parede – e o fazendo algumas vezes) Por que a sociedade julga mal que não tem um celular top.

Isso é o que as palavras têm em comum. São todos itens muito avaliados pela sociedade e que podem te incluir em uma ou excluir de outra.

Mas Alice, e o caju?

Bem, o caju você enfia no meio do seu cu [:
AIRAIRAIRIARIAIRAIRIARIARIAIRAIRIARIAIRAIRAIAIRAI

NOTA DO AUTOR:
Bom, tudo que eu disse a cima é mentira. Eu já fui a um casamento de chinelo e não me importo. Acho cabelo de cores diferentes super uow e se ficar uma semana inteira em casa só vou pentear o cabelo 3 vezes. Não troco meu celular nem por um iPhone e escrevi isso tudo só porque a ilustríssima Anna Cláudia pediu e porque queria fazer a piada final. Beijos. 

quarta-feira, junho 6

Alice em 2D #1

Finalmente o vídeo.
Espero realmente do fundo do meu coração bandido que gostem! (:

Boa tarde queridos alunos, hoje eu tô pro crime!


Hoje ao chegar no inglês, tudo parecia calmo e sereno, como sempre é, até que a teacher abriu a boca e eu a vi se transformar de uma pequena barbie em miniatura para um monstro sem amor no coração cuspindo palavras em formato de flecha que atravessam seu peito levanto tudo que você tinha guardado de bom nele, como esperança e coragem.
“Hoje vocês terão teste oral”.
Reza a lenda que quando você está para morrer toda a sua vida passa diante de seus olhos. Acredito nisso e amplio a lenda: Sempre que você está para perder algo, toda a sua história com aquele algo passa diante de seus olhos e, naquele momento, eu vi minha pontuação perfeita do bimestre adquirida com muito esforço fugir de mim como pombos fogem de cães.
“Mas será em dupla.”
Me agarrei ao meu colega, crendo que aquela alma nerd seria a última chance que eu teria de manter minha pontuação.
“Mas a nota será individual”
Vadia, como pode brincar assim com meu pobre coração?
Okay, Alice. Keep calm. Tudo sairá bem.
Só que não.
Eu errei. Um pequeno erro. Tão pequeno que entrou na minha frase de intruso sem que eu percebesse. Um pequeno erro que não passou por despercebido aos ouvidos daquele monstro maligno sentado, que com seu lápis bic anotou tudo friamente em seu caderno.
E depois de meses admirando aquela mulher pequena de longos cabelos loiros percebi que ela gosta muito de ferrar com a vida das pessoas, pois sem prévio aviso, num dia de tempestade em que quase metade dos alunos da sala faltaram: MWAHAHAHA DIA PERFEITO PRA COMER A ESPERANÇA DE PEQUENOS ESTUDANTES SEM CONFIANÇA NELES PRÓPRIOS!
E bye-bye meu projeto de um 10 bimestral.

segunda-feira, junho 4

Meu nome é Ash. Ash Timidez.


Dia 27 de Maio foi meu aniversário e o fato de eu não ter feito um post sobre ele me incomodou então, lá vamos nós:
Odeio fazer aniversário. Mesmo. Sempre me traz maus sentimentos que eu passo o ano inteiro ignorando e que é basicamente impossível ignorar no dia do seu aniversário.
Porque sempre fazemos uma retrospectiva sobre o ano que se passou e ficamos emocionados. Oh, puxa vida, como a pequena Alice está crescida.
Digamos que a pequena Alice de hoje é a mesma pequena Alice do ano passado e do ano anterior e do ano anterior e anterior. Digamos que a pequena Alice não evolui. Nunca.
É a mesma criaturinha de sempre. Sabe, sinto-me como um Pikachu. Um Pikachu que nunca esteve em contato com a thunderstone e que por mais que aprenda golpes novos, sempre vai apanhar pra um Raichu bem treinado.
E no dia 27 de maio completou-se mais um ano que o Pikachu é Pikachu.
No dia 27 de maio completou-se mais um ano que a pequena Alice é a pequena Alice.
Pequena, fraca e sem voz. Só mais uma pessoa que sonha alto e, provavelmente, nunca terá a oportunidade de realizar todos os sonhos, porque de tão pequena que é nunca alcançará a estrela alta que almeja tanto.
Graças ao bom Deus, essa data que já foi tão significativa para mim somente se repetirá (isso se repetir, né Maias?) ano que vem e eu terei todos esses dias para ignorar-me e fingir ser outra pessoa que eu não sou. Como todo ano faço.
Espero realmente evoluir um dia, mas há um tal de Ash no meu caminho que me impede.

domingo, junho 3

Aviões de papel, lulas e batata fritas.


Não sou uma pessoa competitiva, nunca fui, aliás. Acho que competições requerem esforço e esforço dá preguiça. Na educação física sempre uso meus cinquenta minutos de aula para equilibrar meu chacra com meus sentimentos e minhas teorias malucas enquanto as outras pessoas correm e se encharcam de suor.
A única coisa que torna esportes aceitável é poder acertar a bola na cabeça de alguém, que realmente não é uma atividade recusável.
Mas a vitória tem um gosto tão bom. Como pão de queijo, ou pipoca. Já conheceu alguém que não gostasse de algum desses dois, ou que tivesse enjoado deles?
A verdade é que aceito competições quando eu sei que vou ganhar. Como apostar qual o melhor aviãozinho de papel, quem sabe mais detalhes insignificantes sobre lulas, quem come mais batata frita em menos e etc.
Só que aí você conhece alguém aparentemente inofensivo que poderia, aparentemente, ser o engenheiro de aviõezinhos de papel mais rico do Brasil, que sabe mais sobre lula do que as próprias lulas e que come batatas fritas de uma maneira que até o Yoshi sentiria inveja. Aí sua pseudo-autoestima e toda a reputação que você criou durante anos é ameaçada. Cadê a justiça desse mundo?
Pela primeira vez na minha vida sinto a necessidade de ser melhor que alguém e de provar pra todo mundo isso e, não importa quantas vezes eu perder, um dia, vou poder dizer definitivamente que sou melhor em algo. Que venço em algo. É importante pra mim agora, ora. Não posso deixar que simplesmente um folgado entre na minha vida e destrua todas as coisas pelas quais eu pude sentir orgulho durante anos só porque ele é incrivelmente inteligente e talentoso em basicamente TUDO.
Por enquanto, o que posso fazer é usar uma aula de educação física ou outra para jogar a bola na cabeça dele e rir interiormente.

domingo, janeiro 8

Green (ou não) Lantern

Well, FIZ UM POSTER TOTALMENTE MANUAL FEITO TOTALMENTE POR MIM DO LANTERNA VERDE WEEEEEEEEEEEEE *TODOS COMEMORA*

Ele não cabe na impressora, daí tive que tirar fotos. Palmas pra ótima fotógrafa que sou PLAC PLAC PLAC
Eis a questão. Pinto ou não? :3



Pintei