Desde que eu tenho uns 13,14 anos e vejo meus amigos
começarem e terminarem namoros eu tenho a mesma canção fluindo dos meus lábios:
“namoro é atraso de vida” ou às vezes “só vou namorar quando tiver a vida feita”.
Pois sim, faz todo sentido. Principalmente para mim, que já não consigo
administrar a única área “desbloqueada” da minha vida, até então, que eram os
estudos. Ter outra área desbloqueada era inadmissível.
Até que a praga de mãe pegou. Quando eu cantava meu old song
minha mãe costumava retrucar “fala mal de namoro porque ainda não se apaixonou”.
Ora, como eu odeio essa palavra... “apaixonar-se”. Coisa
mais nojenta... sempre fugi de filmes de romance, ou de amigos apaixonadinhos
que só falam de como fulano é lindo, ou fulana é meiga (e ainda fujo, graças ao
bom Deus eu não fiquei romântica nojenta fresca, com todo o respeito com quem
é).
Mas então conheci um ser e isso mudou. Comecei a sentir
coisas estranhas, como uma necessidade absurda de falar com ele o máximo que eu
pudesse. Logo eu, que sempre fui acostumada com a ausência das pessoas...
presar tanto a presença de um cara que mal conheço, isso não pode ser normal. A
partir daí comecei a me auto alertar da possível maldição: Logo viraria um
zumbi com borboletas no estômago e unicórnios na cabeça. Droga. Odiei-o por
isso.
Odiei-o ainda mais todas as vezes que eu, sem motivo algum,
me sentia ansiosa. Todas as vezes que sorria sem motivo. E muito mais nas vezes
que eu ficava mimizenta ain-ele-naum-mim-ama.
Então eu finalmente entendi as pessoas que eu criticava, mas
não vou pedir desculpas. Ainda as acho idiotas, agora, porém, faço parte do
grupo.
NOTA: NÃO! Isso de maneira alguma é uma declaraçãozinha
romântica. Estou apenas expondo meus pensamentos como fiz esses anos todos no
blog, obrigado por não confundir.
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