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quinta-feira, outubro 3

Archievement unlocked: Relashionshipp

Desde que eu tenho uns 13,14 anos e vejo meus amigos começarem e terminarem namoros eu tenho a mesma canção fluindo dos meus lábios: “namoro é atraso de vida” ou às vezes “só vou namorar quando tiver a vida feita”. Pois sim, faz todo sentido. Principalmente para mim, que já não consigo administrar a única área “desbloqueada” da minha vida, até então, que eram os estudos. Ter outra área desbloqueada era inadmissível.

Até que a praga de mãe pegou. Quando eu cantava meu old song minha mãe costumava retrucar “fala mal de namoro porque ainda não se apaixonou”.

Ora, como eu odeio essa palavra... “apaixonar-se”. Coisa mais nojenta... sempre fugi de filmes de romance, ou de amigos apaixonadinhos que só falam de como fulano é lindo, ou fulana é meiga (e ainda fujo, graças ao bom Deus eu não fiquei romântica nojenta fresca, com todo o respeito com quem é).

Mas então conheci um ser e isso mudou. Comecei a sentir coisas estranhas, como uma necessidade absurda de falar com ele o máximo que eu pudesse. Logo eu, que sempre fui acostumada com a ausência das pessoas... presar tanto a presença de um cara que mal conheço, isso não pode ser normal. A partir daí comecei a me auto alertar da possível maldição: Logo viraria um zumbi com borboletas no estômago e unicórnios na cabeça. Droga. Odiei-o por isso.

Odiei-o ainda mais todas as vezes que eu, sem motivo algum, me sentia ansiosa. Todas as vezes que sorria sem motivo. E muito mais nas vezes que eu ficava mimizenta ain-ele-naum-mim-ama.

Então eu finalmente entendi as pessoas que eu criticava, mas não vou pedir desculpas. Ainda as acho idiotas, agora, porém, faço parte do grupo.


NOTA: NÃO! Isso de maneira alguma é uma declaraçãozinha romântica. Estou apenas expondo meus pensamentos como fiz esses anos todos no blog, obrigado por não confundir.

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