Festas de família sempre são no mínimo engraçadas quando se trata de minha família.
Costumo compará-las com o banho: no começo eu não quero ir, mas depois não quero sair.
As mulheres se juntam na cozinha, os homens se juntam no salão, as crianças rolam na grama e eu como os doces.
Logo os primos se juntam por faixas etárias e começam a conversar coisas sempre muito produtivas, como confundir ANANISMO com NAZISMO.
Sempre tem um bebê fofinho que todo mundo fica em cima.
Sempre tem um excluído que fica no canto conversando no celular.
Sempre tem aquele parente que não vemos há tempo.
Sempre tem uma criança que se machuca.
E sempre tem um vacilão que estraga tudo...
Chega uma caixa enorme para a aniversariante e todos ficam fazendo suspense:
"Nossa, o que será, Carol? Será que é uma boneca? Será que é um fogãozinho? Vai, abre"
Ai chega o sujeito e pergunta "Quem deu a bicicleta pra ela?"
Antes do parabéns abaixamos nossas cabeças e deixamos o avô orar. Depois disso já dá pra imaginar a bagunça. Cantamos um por cima do outro, repetimos o refrão mais vezes do que necessário e estouramos os confetes na hora errada.
Para comer o bolo sem acabar com chantily no nariz tem que ser esperto.
Para enfiar o bolo na cara de algum basta ser ousado.
Ou seja, todo mundo acaba com chantily no nariz.
Os mais espertos vão embora logo e deixam o salão para ser limpado, porém quem fica para limpar leva os restos dos doces para casa.
Temo pelo fim de tudo isso, apesar de achar que não acontecerá, pois sempre fomos assim:
Loucos, bagunçados, unidos e felizes.
PS: O guri do ananismo = nazismo é o mesmo vacilão da bicicleta.
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