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sábado, outubro 15

Os Vilões Cegos de Penapolândia - Epílogo.

Gabriel olhava de longe com os olhos distraídos enquanto o coveiro jogava terra em cima de seu passado. Resolveu enterrar Liam e Liza juntos, pois tinham juntos algo maior que sua compreensão.
Deu uma ultima olhada nos nomes da lápide deu meia volta.
Era a ultima vez de sua vida que freqüentara aquele local.

Após todos aqueles acontecimentos Gabriel resolveu continuar por seu povo, apesar de ter sido uma decisão difícil. Durantes dias vagou sem rumo, pensando em possíveis soluções, mas nunca cogitou em abandonar seu povo. Eram poucos e não tinham quem os defendesse então propôs ao Rei do Vento que juntassem seus reinos. Seria melhor a ambos, apesar de que a maior ameaça já não existia, mas assim foi feito.
O Reino do Vento e o Reino da Água, agora eram um só, e breve a Terra se juntaria nessa união. Com o Reino do Fogo extinto lhe restavam poucos inimigos e todos desejavam retornar à paz que o mundo fora algum dia.
Já não havia mais reis, ou rainhas. Adotaram um sistema mais democrático que veio dando certo desde então.

Gabriel construiu uma família e foi feliz muitas vezes. Durante a noite do aniversário de dezesseis anos de seu filho lhe deu um presente muito especial.
— O que é isso, pai?
— É uma safira, está em nossa família há muitas gerações então guarde bem isso — mentiu.

E muitos anos depois a safira se tornou símbolo da família que já foi dona de um continente e dona também da história mais fascinante já ouvida nesse mundo criado por um deus morto.

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