Em um lugar muito distante, na mente de todos que crêem um deus criou um mundo perfeito onde todos os homens viviam em comunhão.
Para isso ele usou a ética, a educação, a união, a cidadania e amor. Misturou tudo em uma tigela de esperança e assim foi criado o mundo tão desejado por todos.
Esse deus era apenas imaginário, como esse novo mundo. Deuses imaginários estão sujeito à morte, caso não haja crença nele, e com o passar dos anos ele foi sumindo. Sumindo aos poucos. Ele sabia o que acontecia. Sabia que logo não existiria. Seu mundo estava sumindo também e ele tinha que salvá-lo. Era o dever dele. Ele amava todos os serem que o habitavam e não poderia apenas deixá-los morrer.
Com o resto de vida que ainda lhe sobrara criou os quatro espíritos protetores. O espírito da água, o do fogo, da terra e do vento. Dividiu o mundo em quatro continentes e mandou que os espíritos escolhessem a pessoa mais pura e digna de cada continente para que o governe.
O espírito da água escolheu uma mulher jovem que estava noiva de um simples marceneiro. Ela o amava muito e cuidava de sua mãe enferma trabalhando em uma escola primária. Tratava as crianças com muito carinho. Era um exemplo de pessoa.
O espírito do fogo escolheu um velho senhor muito sábio. Era conhecido por seus bons conselhos e por sempre agir de maneira coerente. O velhinho tinha três filhos homens que criava à risca. Todos eram muito bonitos, educados e cobiçados por grande parte das jovens da região.
O espírito do vento escolheu um jovem poeta. Era muito novo, porém muito inteligente e sempre agia com o coração. Era corajoso, guerreiro, astuto e aventureiro. Era realmente alguém livre.
Já o espírito da terra escolheu um lenhador que morava um uma cabana dentro da floresta com sua esposa e filho. Era forte, porém burro. Mas tinha um bom coração. Pensava sempre em sua mulher antes dele mesmo. Era irracional às vezes, mas sempre fazia o que era melhor para sua família.
Após terem escolhido o deus ordenou aos espíritos que explicassem aos seus escolhidos que, a partir de agora eles seriam os líderes daquela região, e ordenou-os a dar seus poderes e sua essência a eles.
Durante muitos anos os escolhidos originais reinaram, até que morreram e passaram aos seus filhos a responsabilidade. E assim foi por muitas gerações.
Mas sem os cuidados e carinhos do deus as pessoas já não eram as mesmas. Invejavam quem tinham mais e cobiçavam as coisas do próximo, matavam, roubavam e destruíam as coisas alheias. Não sentiam remorso ou culpa.
Os novos governadores criavam guerras contra os continentes vizinhos trazendo muita dor a todos os habitantes daquele mundo que, um dia, foi sinônimo de amor e paz.
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